COLONIALIDADE, PODER E RESISTÊNCIA:
A ECONOMIA SOLIDÁRIA COMO ALTERNATIVA NOS BRICS
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https://doi.org/10.56579/epistimoniki.v2i2.43Palabras clave:
Economia Solidária, EDesenvolvimento Econômico, Autogestão., CooperativismoResumen
Este estudo analisa a Economia Solidária (ES) como alternativa ao modelo capitalista hegemônico, com foco na sua implementação nos cinco membros fundadores do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). Em janeiro de 2024, o BRICS foi expandido com a entrada de Arábia Saudita, Argentina, Egito, Etiópia, Emirados Árabes Unidos e Irã. No entanto, este estudo concentra-se nos membros fundadores devido ao histórico consolidado de experiências em Economia Solidária nesses países. Através de pesquisa teórico-bibliográfica e documental, investigou-se como a ES pode servir de instrumento de resistência estrutural em economias emergentes que, embora desafiem a ordem global, continuam operando sob lógicas neoliberais. O marco temporal da análise (2020-2024) considera documentos oficiais, como a Lei de Economia Solidária Paul Singer (2024), e relatórios governamentais dos países membros. Os resultados indicam que a ES enfrenta três desafios principais nos BRICS: dependência de subsídios governamentais, cooptação por agentes estatais e de mercado, e dificuldades na construção de autonomia financeira. Conclui-se que a consolidação da ES como alternativa viável requer: fortalecimento de redes transnacionais de solidariedade, desenvolvimento de mecanismos próprios de financiamento e radicalização da autogestão como prática econômica e política. O estudo contribui para o campo da Economia Solidária ao identificar padrões comuns de implementação da ES em economias emergentes e propor caminhos para sua efetivação como modelo alternativo de desenvolvimento.
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