O FUTURO DA EJAI NO BRASIL: REVISÃO SISTEMÁTICA SOBRE PERMANÊNCIA, INCLUSÃO E JUSTIÇA SOCIAL
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https://doi.org/10.56579/epistimoniki.v3i2.111Palavras-chave:
: EJAI. Permanência escolar. Inclusão educacional. Justiça social.Resumo
A Educação de Jovens, Adultos e Idosos (EJAI) ocupa posição estratégica no sistema educacional brasileiro ao assegurar o direito à educação para sujeitos que tiveram seus percursos escolares interrompidos ou negados ao longo da vida. Em um cenário marcado por profundas desigualdades sociais, econômicas e educacionais, a modalidade assume papel fundamental na promoção da inclusão, da cidadania e da justiça social. Entretanto, a EJAI enfrenta desafios históricos relacionados à evasão escolar, ao financiamento insuficiente, à fragilidade das políticas públicas e às transformações demográficas e tecnológicas que redefinem as demandas educacionais contemporâneas. Nesse contexto, torna-se necessário refletir sobre o futuro da modalidade, considerando os desafios e as possibilidades para fortalecimento de sua função social. O presente estudo tem como objetivo analisar, por meio de revisão sistemática da literatura, as perspectivas futuras da Educação de Jovens, Adultos e Idosos no Brasil, com foco nos temas da permanência escolar, inclusão educacional e justiça social. A pesquisa fundamenta-se na análise de artigos científicos, documentos normativos, relatórios institucionais e produções acadêmicas publicadas entre 2020 e 2025, além de obras clássicas relevantes para compreensão da temática. Os resultados indicam que o fortalecimento da permanência escolar depende da implementação de políticas integradas de assistência estudantil, acolhimento e flexibilização pedagógica. Observou-se também que a inclusão educacional exige reconhecimento da diversidade dos sujeitos da EJAI, valorização de suas trajetórias e ampliação do acesso às tecnologias digitais. Além disso, verificou-se que a justiça social permanece como fundamento central da modalidade, exigindo investimentos públicos consistentes e compromisso político com a democratização do direito à educação. Conclui-se que o futuro da EJAI depende da articulação entre políticas públicas, práticas pedagógicas humanizadoras e estratégias de inclusão capazes de responder às demandas dos sujeitos contemporâneos, reafirmando a educação como instrumento de emancipação, equidade e transformação social.
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