FORMAÇÃO DE PROFESSORES SOB O NEOLIBERALISMO
TENSÕES PÓS-ESTRUTURALISTAS, PARADIGMAS REFLEXIVOS E PROCESSOS DE PROFISSIONALIZAÇÃO
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https://doi.org/10.56579/epistimoniki.v3i2.93Palavras-chave:
Formação Docente, Neoliberalismo, Subjetivação, Políticas Curriculares, Pós-EstruturalismoResumo
Este artigo analisa a formação de professores no contexto da racionalidade neoliberal, problematizando os processos de subjetivação produzidos por políticas de padronização curricular, avaliação em larga escala e accountability. Parte-se do pressuposto de que tais políticas operam como dispositivos de captura que reconfiguram o trabalho docente a partir de lógicas de performatividade, mensuração e responsabilização individual. Entretanto, sustenta-se que a docência não se reduz a tais mecanismos, constituindo-se como campo de forças no qual emergem fissuras, deslocamentos e práticas inventivas. O estudo caracteriza-se como pesquisa qualitativa (Minayo, 2007) de natureza teórico-analítica, fundamentada em revisão bibliográfica (Severino, 2014) crítica acerca do paradigma reflexivo, dos saberes docentes, dos processos de profissionalização e das políticas curriculares contemporâneas. Buscou-se, ainda, articular a análise com conceitos deleuzianos, compreendendo a formação docente como espaço de tensão permanente entre controle e criação, em que linhas de fuga, agenciamentos e processos de invenção tornam-se fundamentais para pensar a docência contemporânea
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